domingo, 15 de maio de 2011

Máscara de Solda Personalizada

Essa não é bem uma gambiarra, mas só um pequeno capricho para deixar meus EPIs mais legais. Tenho uma máscara de solda daquelas comuns, de material bem vagabundo, mas que me atendem bem até hoje. Ela é essa aqui:


 Um dia, na aura época em que eu tinha tempo livre, resolvi dar um capricho na tal máscara e bolei uma pintura original. A idéia era ficar desse jeito (simulação no Photoshop):


 Antes de mais nada fiz máscaras e imprimi na impressora mesmo. Melhor seriam máscaras de vinil adesivo, mas eu não tenho um plotter de corte.


 Aplicadas as máscaras à máscara (não confunda máscara de pitura que delimitam o local a ser pintado e máscara de solda que está sendo pintada) com cola permanente e feito o empapelamento com jornal e fita crepe, comecei a jogar tinta. Usei esmalte sintético sobre um promotor de aderência apropriado para plásticos e um fundo branco, obviamente. Bem, a  pintura em si não tem muito mistério, então vamos à sequência de imagens:




 Enquanto eu retirava uma das máscaras, vi que uma tinta tinha borrado sobre a outra, e isso me deixou bem chateado e em consequência disso algumas palavras pouco bonitas foram ditas. Minha esposa, então, em sua infinita sabedoria viu e disse que se a pintura ficasse muito certinha não pareceria "coisa de oficina". Sabe de uma coisa? Ela estava certa como sempre, ferramentas e afins não têm que ser bonitinhas, tem que ser broncas, ferramente é coisa pra ficar na mão de macho, não pra ficar na cristaleira.
Perfeito, me preocupei menos com a exatidão das máscaras e mandei bala.






No final fico desse jeito:





Pra arrematar, um toque de humor, pois trabalho bom é aquele que a gente faz se divertindo:




Ele é o cara! 

domingo, 1 de maio de 2011

MIni Forja Com Lata de Conserva

Essa é a mais antiga gambiarra que eu registrei e postei na internet, tudo começou quando precisei dobrar uma barra de aço e pela falta de recursos, o trabalho foi multiplicado por 1.000. Todos sabem que metal aquecido fica mais maleável, então o caminho seria esse. Dei uma pesquisada na net e descobri o princípio de funcionamento de uma forja. Mas não uma forja para cuteleiro, minha necessidade é bem menor, assim como a disponibilidade de material e tempo. A melhor maneira de aprender é errando. Custa mais caro e dá trabalho, mas rende boas histórias.
Minha primeira tentativa foi usando uma lata de extrato de tomate. Retirei o fundo com um abridor de latas comum e ali fixei uma ventoinha de computador. Fiz furos nos lados e passei uns arames onde o carvão ficaria apoiado. Como o calor seria soprado pra cima, a ventoinha não sofreria danos (foi o que eu pensei). A princípio funcionou muito bem, até que pequenos pedaços de carvão passaram pelos arames e caíram sobre a ventoinha. Conclusão, a hélice caiu no meu pé e o carvão veio logo atrás.
De volta à prancheta!
Desta vez fiz diferente. Usei uma nova ventoinha (ta vendo como é bom guardar tranqueiras?), uma lata de Smirnof Ice e uma lata de extrato de tomate. Retirei a tampa da lata de Ice e apertei uma madeira contra a lateral até que ela ficasse chata. Coloquei a boca da outra lata em cima e risquei. Com um estilete fui cortando e abri um buraco por onde a lata de extrato foi passada, depois as frestas foram vedadas com Durepoxi.





 Na boca da lata de Ice coloquei a ventoinha e prendi com fita adesiva mesmo. Ficou meio serviço de porco, mas é um improviso, depois do juízo final prendo direito.



Na lata de extrato de tomate fiz 4 furos e passei arames, sobre eles coloquei três camadas de tela fina de arame, pra que o carvão fique bem apoiado mas o vento não seja barrado



Por fim com 4 bolinhas de Durepoxi fiz pés para que a lata não tombasse




 Depois que o Durepoxi secou, ela estava pronta pra usar. Coloquei um pouco de papel sobre a tela e carvão por cima. Molhei tudo com um pouco de querosene e acendi. Depois liguei uma fonte de telefone sem fio na ventoinha e pronto, era só esperar o carvão incandescer 




 Pra regular a força do vento, e consequentemente a temperatura e consumo de carvão, eu coloquei uma caixa de fósforos vazia na frente da ventoinha, assim ela puxa menos ar.
Como a forja é a carvão, dá pra ver nas últimas fotos que ela faz um pouco de sujeira, então nem pensar em usar dentro de casa. Na foto seguinte pode-se ver que a lata está incandescente, tamanho é o calor.




 Aqui a ponta do vergalhão já branca de tão quente.



Vergalhão não pega têmpera, então a esfriada na água foi só mise-en-scéne



Depois de usada ela ficou nesse estado.



A tinta queimou toda, o Durepoxi ficou preto, mas a lata de cima resistiu e tanto a de baixo quanto a ventoinha estão perfeitas, em plenas condições de uso.
Com uma forjinha destas, que custa o que se tem jogado num canto de casa, dá pra amolecer metais pra moldar na marreta, ou dobrar peças muito duras. O uso fica por conta de cada um, lembrando sempre que isso é um quebra galho, você não vai forjar a espada de Thundera em casa.
Pra quem quiser, tem um filminho absolutamente tosco mostrando melhor o teste, é bem aqui:



Como gostei da brincadeira, em breve farei uma maior.
Quem animar e fizer a sua, conte a história.

Tabela de Leitura de Resistores

Muita gambiarra leve um toque de eletrônica, e mesmo quem sabe bem pouco, ou já soube e esqueceu (meu caso), ainda consegue se virar com o que tem à mão. Uma coisa que nunca é de mais ter por perto é a tabele de leitura de códico de cores, usada principalmente em resistores, mas também em antigos capacitores de poliéster. Olhando meus antigos papiros, encontrei uma boazinha, e refiz no computador. Deixo aqui para quem quiser pegar. Clique na imagem que ela aumenta.

sábado, 30 de abril de 2011

Cadeira Automobilística para o PC

Quem passa o dia em uma cadeira de escritório, como eu já passei, sabe que elas são desconfortáveis e acabam com você antes do fim do dia. Atualmente eu só as uso para ficar no PC, mas isso não é motivo para não dar uma melhorada no sistema.
Recentemente, unindo minha falta de modos para sentar (eu caio na cadeira) com a falta de qualidade de nossos produtos, a cadeira que estava junto ao PC fio pro brejo. Resolvido a ter mais conforto coloquei mãos à obra. Primeiro comprei uma poltrona de Passat em uma sucata por módicos R$30,00. Qualquer banco em bom estado serviria, dependendo apenas do gosto do freguês. Minha escolha foi motivada pela nostalgia e pela cor do estofamento.


E reservei o pé da cadeira antiga, este aqui:


Que foi cortado para ceder partes da nova estrutura. Para os cortes usei uma esmerilhadeira Skil com disco de corte Alçar AB2:


A seguir peguei dois pedados de metalon (60mmX25mmX1mm) com 59cm de cumprimento cada e cortei um deles em dois, retirando 6cm para que um pé não ficasse maior que outro.
Em seguida fixei as partes em uma madeira confiavelmente plana para servir de gabarito e impedir que houvesse erros de prumo:


Feitas as soldas, reforcei o conjunto unindo as partes que haviam sido cortadas, e estavam presas apenas por solda, com uma cantoneira, de 13cm:


Só então pude soldar o tudo que foi aproveitado da cadeira antiga e serviria de suporte ao banco. O resultado final do pé ficou assim:


Tudo feito dei uma limpada com thiner 1101 e pintei usando tinta Decor Spray, da Colorgin, que em 10 minutos está seca à ponto de você manusear a peça normalmente. Muito boa, recomendo pra quem quer pintar coisas pequenas que não compensem ligar o compressor:


Em cada ponta foi instalada uma peça própria para acabamento, que se compra em lojas de material para móveis:


Do antigo pé foram retirados cinco pedaços de metalon com 25mmX24mmX2mm, quatro deles foram limpos, cortados e soldados para servirem de adaptador entre a furação da base da cadeira antiga e a do banco de carro:


O adaptador foi fixado ao banco com parafusos de aço para maior segurança e tudo foi lubrificado com graxa em spray da Würth para proteger da umidade. Esta peça pode ser vista já instalada aqui:


Aqui já da pra ver o resultado quase final:


Por fim as partes de ferro foram pulverizadas com óleo Rost Off também da Würth e as partes de curvim receberam uma dose generosa de vaselina líquida. Quinze minutos depois as partes mais ressecadas, pelo tempo e pela falta de cuidados, haviam absorvido completamente a vaselina para se reidratar:


O processo foi repetido mais duas vezes até que a absorção parasse. O excesso foi retirado com papel toalha e o trabalho estava terminado. Uma cadeira temática para quem, assim como eu, adora automóveis e quer sentir sem conforto mesmo em casa.

Grandes Momentos da Gambiarra 01

De vez em quando vou colocar aqui, só pro divertimento de vocês, uma coletânea de gambiarras vistas e fotografadas pelo mundo.

O importante é ser atendido

Se a corda partir, a criança simplesmente sai delizando

Quase ninguém lembra de usar, mas...


É USB 3.0?


Poderia ser pior, poderia ser um vibracall gambiarrado.



Se você fez ou viu alguma coisa que quer compartilhar, mande para ronaldomontecristo@hotmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tabela Milímetro X Polegada

Com tanta coisa importante pra ser colocada nos eixos, o governo se preocupa em padronizar tomadas e fazer (a inútil) reforma ortográfica. Padronização nas unidades de medida que é bom, nada. Ainda usamos as malditas polegadas dos estadunidenses, mesmo nosso "padrão" sendo o métrico. Enquanto o mundo perfeito não chega, deixo aqui uma pequena ajuda para aqueles que, assim como eu, ainda sofrem com esse mal:


A tabela tem as polegadas fracionárias, mais comuns em produtos de uso geral e no comércio, e a polegadas milesimais, usadas em poucos casos, mas que, por isso mesmo, quando você precisa é um desespero. Espero que ajude.

domingo, 24 de abril de 2011

Suporte para Pistola de Pintura



Postagem rapidinha, só pra aproveitar o gancho do carrinho de ferramentas e mostrar um acessório feito meio que no improviso.
O carrinho tava quebrando um galhão na hora de trabalhar no quintal, mas uma das coisas que eu mais faço lá é pintura, pois ainda não tenho uma cabine própria pra isso. Mas vinha Sempre aquele problema, onde colocar a pistola de pintura? A mangueira de alta pressão é pesada e a espiralada tem efeito de mola, ambas podem fazer a pistola ir para o chão com o mínimo descuido. Precisei então de um suporte.
Mão à obra; primeiro revirei minha mágica caixinha de sucata útil e achei isso aqui, um chassi de máquina de escrever: 



Aliás, uma máquina de escreve é uma verdadeira cornucópia de componentes reaproveitáveis.
Aproveitando os próprios furos da chapa, cortei com o asco de serra nos lugares certos, dei acabamento no esmeril e dobrei na morsa. Pronto, ficou desse jeito:





Uma camadinha bem modesta de tinta em spray e o suporte estava pronto:




Como é provisório, fiz de forma que pudesse sem encaixado e retirado facilmente do carrinho de ferramentas, assim poderia mudar de lado ou tiram quando atrapalhasse. Aqui tem ele em uso com a pistola de gravidade. Um dia farei outro para a pistola de sucção.