sábado, 30 de abril de 2011

Cadeira Automobilística para o PC

Quem passa o dia em uma cadeira de escritório, como eu já passei, sabe que elas são desconfortáveis e acabam com você antes do fim do dia. Atualmente eu só as uso para ficar no PC, mas isso não é motivo para não dar uma melhorada no sistema.
Recentemente, unindo minha falta de modos para sentar (eu caio na cadeira) com a falta de qualidade de nossos produtos, a cadeira que estava junto ao PC fio pro brejo. Resolvido a ter mais conforto coloquei mãos à obra. Primeiro comprei uma poltrona de Passat em uma sucata por módicos R$30,00. Qualquer banco em bom estado serviria, dependendo apenas do gosto do freguês. Minha escolha foi motivada pela nostalgia e pela cor do estofamento.


E reservei o pé da cadeira antiga, este aqui:


Que foi cortado para ceder partes da nova estrutura. Para os cortes usei uma esmerilhadeira Skil com disco de corte Alçar AB2:


A seguir peguei dois pedados de metalon (60mmX25mmX1mm) com 59cm de cumprimento cada e cortei um deles em dois, retirando 6cm para que um pé não ficasse maior que outro.
Em seguida fixei as partes em uma madeira confiavelmente plana para servir de gabarito e impedir que houvesse erros de prumo:


Feitas as soldas, reforcei o conjunto unindo as partes que haviam sido cortadas, e estavam presas apenas por solda, com uma cantoneira, de 13cm:


Só então pude soldar o tudo que foi aproveitado da cadeira antiga e serviria de suporte ao banco. O resultado final do pé ficou assim:


Tudo feito dei uma limpada com thiner 1101 e pintei usando tinta Decor Spray, da Colorgin, que em 10 minutos está seca à ponto de você manusear a peça normalmente. Muito boa, recomendo pra quem quer pintar coisas pequenas que não compensem ligar o compressor:


Em cada ponta foi instalada uma peça própria para acabamento, que se compra em lojas de material para móveis:


Do antigo pé foram retirados cinco pedaços de metalon com 25mmX24mmX2mm, quatro deles foram limpos, cortados e soldados para servirem de adaptador entre a furação da base da cadeira antiga e a do banco de carro:


O adaptador foi fixado ao banco com parafusos de aço para maior segurança e tudo foi lubrificado com graxa em spray da Würth para proteger da umidade. Esta peça pode ser vista já instalada aqui:


Aqui já da pra ver o resultado quase final:


Por fim as partes de ferro foram pulverizadas com óleo Rost Off também da Würth e as partes de curvim receberam uma dose generosa de vaselina líquida. Quinze minutos depois as partes mais ressecadas, pelo tempo e pela falta de cuidados, haviam absorvido completamente a vaselina para se reidratar:


O processo foi repetido mais duas vezes até que a absorção parasse. O excesso foi retirado com papel toalha e o trabalho estava terminado. Uma cadeira temática para quem, assim como eu, adora automóveis e quer sentir sem conforto mesmo em casa.

Grandes Momentos da Gambiarra 01

De vez em quando vou colocar aqui, só pro divertimento de vocês, uma coletânea de gambiarras vistas e fotografadas pelo mundo.

O importante é ser atendido

Se a corda partir, a criança simplesmente sai delizando

Quase ninguém lembra de usar, mas...


É USB 3.0?


Poderia ser pior, poderia ser um vibracall gambiarrado.



Se você fez ou viu alguma coisa que quer compartilhar, mande para ronaldomontecristo@hotmail.com

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Tabela Milímetro X Polegada

Com tanta coisa importante pra ser colocada nos eixos, o governo se preocupa em padronizar tomadas e fazer (a inútil) reforma ortográfica. Padronização nas unidades de medida que é bom, nada. Ainda usamos as malditas polegadas dos estadunidenses, mesmo nosso "padrão" sendo o métrico. Enquanto o mundo perfeito não chega, deixo aqui uma pequena ajuda para aqueles que, assim como eu, ainda sofrem com esse mal:


A tabela tem as polegadas fracionárias, mais comuns em produtos de uso geral e no comércio, e a polegadas milesimais, usadas em poucos casos, mas que, por isso mesmo, quando você precisa é um desespero. Espero que ajude.

domingo, 24 de abril de 2011

Suporte para Pistola de Pintura



Postagem rapidinha, só pra aproveitar o gancho do carrinho de ferramentas e mostrar um acessório feito meio que no improviso.
O carrinho tava quebrando um galhão na hora de trabalhar no quintal, mas uma das coisas que eu mais faço lá é pintura, pois ainda não tenho uma cabine própria pra isso. Mas vinha Sempre aquele problema, onde colocar a pistola de pintura? A mangueira de alta pressão é pesada e a espiralada tem efeito de mola, ambas podem fazer a pistola ir para o chão com o mínimo descuido. Precisei então de um suporte.
Mão à obra; primeiro revirei minha mágica caixinha de sucata útil e achei isso aqui, um chassi de máquina de escrever: 



Aliás, uma máquina de escreve é uma verdadeira cornucópia de componentes reaproveitáveis.
Aproveitando os próprios furos da chapa, cortei com o asco de serra nos lugares certos, dei acabamento no esmeril e dobrei na morsa. Pronto, ficou desse jeito:





Uma camadinha bem modesta de tinta em spray e o suporte estava pronto:




Como é provisório, fiz de forma que pudesse sem encaixado e retirado facilmente do carrinho de ferramentas, assim poderia mudar de lado ou tiram quando atrapalhasse. Aqui tem ele em uso com a pistola de gravidade. Um dia farei outro para a pistola de sucção.

 

sábado, 23 de abril de 2011

Carrinho Enxuta para Ferramentas

Um carrinho de ferramentas era uma coisa que me fazia falta na hora de pegar uma pá de coisas aqui dentro e levar pra trabalhar lá no quintal. Além de ter que fazer várias viagens me faltava um bom lugar onde apoiar as ferramentas e materiais que eu estivesse usando na hora.
A base dele foi o gabinete da velha máquina de lavar Enxuta, que tantas alegrias e gambiarras já me rendeu. Preciso de mais umas dessas aqui em casa.  



 Bem, não tem mistério, a parte mais trabalhosa é que sobre o gabinete eu instalei um tampo onde ficarão as coisas que precisam ficar à mão, sem ficar ocupando as mãos. Essa peça foi cortada e moldada a partir de uma prateleira de armário de aço que comprei na reciclagem. Pra dar as formas devidas usei minha dobradora de chapas (postarei em breve), depois fixei tudo com rebites 5/32. Todas as junções foram seladas com cola de silicone

 

 No interior eu ia colocar gavetas, mas acabei optando por prateleiras que são mais simples e resistentes. Pra isso usei o tampo de um armário de cozinha que foi substituído e um pedaço da porta de um gabinete de máquina de costura.



Fico bem forte e cabe bastante coisa.
Pra dar mobilidade instalei quatro rodízios com rodas de borracha, pra rodar bem dentro e fora de casa. Há dois fixos e dois móveis, pra facilitar na hora de guiar por entre a mobília.



E pra ter onde pegar, coloquei três puxadores, dois atrás pra empurrar e um na frente, pra puxar. Os puxadores são de um velho armário arquivo que já se foi.


Como eu disse, está quase pronto, ainda falta pintar por dentro e colocar um carpete de borracha sobre o tampo, pra não arranhar ainda mais a pintura, mas isso não tem pressa.


Fonte para Parafusadeira Skil

  Eu estou convencido de que a melhor ferramenta de um gambiarreiro é a sorte. Com sorte você terá a coisa certa, do jeito certo, na hora certa e na quantidade certa. Se isso não acontece, você precisa comprar pronto, e se for comprado pronto, não é gambiarra.
  Tenho uma parafusadeira Skil 9,6V, o tipo de ferramenta que eu sempre achei supérflua, até ganhar uma da patroa. De fato, ela é uma mão na roda, mas peca pela bateria. Na verdade peco eu em não ter comprado uma reserva.
Essa é ela:


 E essa é a bateria:
  

   Por muitas vezes precisei da parafusadeira e ela estava com meia carga, ou a bateria esgotou antes do serviço terminado. Considerando isso e o fato de que 90% do que o uso dela é sobre a bancada, decidi dar um jeito de usá-la ligada à energia.   
  Pra isso comprei no meu shopping na sucata uma fonte de 9V por 2A.


  Em seguida peguei para sacrifico a bateria mais fraca, que já não estava segurando carga ("Epa, mas você não disse que só tinha uma bateria?" Disse, mas essa outra eu comprei numa sucata). Antes de começar os procedimentos, uma gambiarrazinha pra ver se ele daria conta de tocar a parafusadeira


Tudo ok, ela deu conta do recado, já podia passar para a fase B.
  Fase B, também conhecida como Momento Jack o Estripador, ou “Vamos Ver Como Você É por Dentro”.
  Primeiro a fonte. Como a caixa não tinha parafusos, tive que abrir com uma alavancada da chave de fenda. Muita calma nessa hora, deu certo e nada foi afetado:


Depois foi a vez da bateria:


  Notem, que os contados ficam presos às pilhas. Tive que cortar esse contado com o alicate de corte. Mas tudo bem, as pilhas serão descartadas mesmo.
  Lembra quando eu falei da sorte? Olha ela aí! A placa encaixou feito uma luva no corpo da bateria:


  Aquele contado que eu separei das pilhas foi colado no lugar original com cola quente, dois fios soldados nele foram ligados à placa da fonte. A única alteração que eu fiz nela foi essa, retirar o cabo de saída.



  Como o cabo de entrada da fonte era de boa qualidade, tinha tomada (dois pinos chatos, é verdade, mas isso foi antes do novo padrão) e até o acabamento, usei ele mesmo. Aliás, o acabamento foi uma mão na roda:


Pronto, agora ela pode funcionar sem parar na bancada ou ir para longe com a bateria. Bateria essa que agradece as merecidas férias:




CUSTOS:
Fonte..........................R$3,00
Bateria esgotada.........R$1,00
Resultado....................Ficou 10



ACRÉSCIMO AO TÓPICO EM 14/10/2011

À pedido de um leitor que não se identificou, estou inserindo um improviso para explicar como ele pode fazer uma fonte para sua parafusadeira de 3,6V


Os diodos podem ser 6A1, 6A4, 6A6 ou 6A8, não faz diferença. Se não conseguir encontrar esse, pode usar o 1N4001 até 1N4007, mas esse é menos robusto e pode abrir o bico em usos mais prolongados. Espero ter ajudado.


Vou começar com coisas antigas.

Tenho muitas gambiarras antigas em casa, e a maioria delas tem fotografias e texto com o passo-a-passo, que eu publicava em outro lugar, sempre com o intuito de compartilhar as ideias com os amigos. Tem gente que adora exibir seus feitos, mas quase morre quando você diz que gostou e quer fazer um igual; eu sou e sempre fui o oposto disso. Com o tempo vou colocar algumas coisas que estão em arquivo, basta achar um espaço no dia.

Apresentação

Gambiarra nada mais é que uma lâmpada na ponta de um longo fio elétrico, usada para iluminação temporária em lugares afastados. Com o tempo o termo começou a ser usado para algo feito para uso temporário ou no improviso, Com o tempo tornou-se pejorativa e passou a significar algo mal feito  Mas o objetivo deste blog é resgatar o lado bom da gambiarra, mostrando o que pessoas criativas conseguem fazer com poucos recursos, material/ferramentas improvisado e muito talento.
Afinal, tudo que temos hoje um já foi uma gambiarra. Um dia os carros foram feitos com peças de carroça, os aviões foram de madeira e pano, e a roda já foi de pedra. É gambiarrando que a gente improvisa, resolve os problemas e, principalmente, se diverte. Então sejam todos bem vindos e vamos gambiarrar!

Quem representaria melhor o espírito da comunidade que ele?